Web para Todos: Construindo “rampas de acesso” para a internet


São Paulo, junho de 2019– No mundo há 1,3 bilhão de pessoas com deficiência. No Brasil, são mais de 45 milhões. E grande parte dessa população não consegue navegar na web devido a uma série de barreiras tecnológicas. É como se, no mundo físico, sumissem as rampas de acesso, as guias rebaixadas ou as placas em braile.

Um site ou aplicativo desenvolvido sem acessibilidade está, portanto, deixando de fora milhões de usuários e visitantes em potencial – o que é ruim para essas pessoas e para o próprio serviço. O Movimento Web para Todos, presente à Reatech– Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, foi criado para conscientizar as empresas sobre este problema. 

“Corrigir estas falhas não é um processo complicado nem muito custoso. Falta apenas informação de parte dos profissionais que não estão enxergando o enorme potencial de mercado dessa fatia da população”, aponta.

Durante a feira, o movimento está promovendo testes, em tempo real, do nível de acessibilidade dos sites. Ele é bem rápido e, ao fim, exibe as barreiras que estão impedindo o acesso de pessoas com deficiência.

Na Reatech estão presentes também empresas cujo objetivo é justamente solucionar este problema. O Sinal Link, por exemplo, diz que por meio de sua solução, “simples, automática e com Inteligência Artificial”, consegue tornar um site acessível em apenas 30 minutos. Em linhas gerais, ela torna o portal customizável: a pessoa, ao acessá-lo, pode aumentar o tamanho da fonte, inverter as cores ou substituir o mouse pelo teclado para a navegação.

Outra empresa, a HandTalk, falou sobre sua ferramenta em palestra realizada no primeiro dia da feira. Trata-se de um tradutor de sites. O usuário, ao clicar em um trecho, verá o mascote 3D Hugo vertendo o texto para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Diversas organizações, como a Samsung, a Natura e a Prefeitura de São Paulo, já adotaram a solução da HandTalk em seus portais.

 

Total autonomia ao cadeirante

A Cavenaghi, empresa que fabrica adaptações em automóveis para motoristas com algum tipo de limitação, está apresentando na Reatech 2019 uma modificação que garante total autonomia ao cadeirante.

Uma Ford EcoSport está em exposição com os equipamentos que ainda estão em fase de certificação. A exigência é que seja uma cadeira de rodas motorizada, segundo Michelli Miyai, gerente de Marketing da Cavenaghi. 

O veículo possui sistema automático para abertura da porta traseira (porta-malas) acionado por controle remoto. Em seguida, uma rampa, também automática, desce. Com os bancos traseiros rebatidos, o cadeirante sobe e se posiciona em frente ao volante, fecha a porta e sai com o carro sem a necessidade de nenhum auxílio. 

 

Kit Livre promove mais autonomia e liberdade para os competidores do circuito de RadCross 

“Fazer trilhas, descer escadas e me locomover no meio do mato só foi possível por causa do Kit Livre, pois me proporcionou romper as dificuldades de locomoção”, ressalta Pedro Henrique Amorim, participante do campeonato de RadCross para cadeirantes, que acontece durante a Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, nesse sábado e domingo (15 e 16), no estande da LIVRE.  

Pedrinho, como é conhecido por todos, mora em Caraguatatuba e já está na sua 15ªedição do campeonato, e por isso se enquadra na categoria profissional. “Posso me considerar um pioneiro nessa modalidade, porque quando comecei a participar esse esporte ainda não era conhecido. Hoje sou o garoto propaganda da Kit Livre e eles me patrocinam em eventos de RadCross”. 

Valdir de Sousa Santos se inscreveu pela primeira vez na competição por causa do incentivo de amigos que já praticam o esporte, e está superanimado e empolgado com a disputa. “Eu tenho um pouco de medo, mas os equipamentos de segurança me ajudam a superar, além disso me dão uma sensação de liberdade”, conclui.

O RadCross é uma modalidade parecida com o Bike Trial, com a diferença de ser com cadeiras de rodas. Organizado pela empresa LIVRE, marca especializada em desenvolvimento de equipamentos assistivos, o campeonato é um oferecimento do Kit Livre, equipamento motorizado que possui a função de transformar a cadeira de rodas em um Triciclo Motorizado Elétrico. O torneio é divido em duas categorias: profissionais e amadores. 

 

Síndrome de Down requer nutrição correta

Alimentação natural e nutritiva é importante para a saúde de todos, mas ainda mais significativa para as pessoas com Síndrome de Down, cujo desenvolvimento intelectual pode ser potencializado pela comida. A análise é do pediatra e geneticista Zan Mustacchi, que falou ontem durante a Reashow, evento paralelo à 16ª Reatech  – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, que termina domingo (16), em São Paulo.

Considerado um dos maiores especialistas em Síndrome de Down, também conhecida como trissomia 21, Mustacchi detalhou o funcionamento do organismo para exaltar os alimentos naturais. “Quando eu ingiro produto natural, tenho potencial de 80% de absorção, passivamente, sem consumo de energia. Por outro lado, produto sintético possui absorção máxima de 20%, mas gastando energia do corpo”.

Isso, segundo o geneticista, se torna mais importante para pessoas com Síndrome de Down que, pelas condições genéticas, têm consumo 50% maior de cobre e zinco, elementos que protegem as transmissões elétricas do organismo, e sofrem com maior envelhecimento das células. “Um processo químico chamado mielinização usa o cobre, que existe em quantidade reduzida em quem tem Down, para melhorar a transmissão dos estímulos neurológicos. Quanto melhor é a mielinização, maior e mais matura é a habilidade de aprendizado”, garante Mustacchi. Por isso, de acordo com Zan, a dieta deve ser baseada em legumes, frutas, verduras, oleaginosas, derivados do leite, ovos e peixes, com pouca proteína e pouco carboidrato.

 

Fotobiomodulação: o uso de luzes para recuperar tecidos e inibir dores

A Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação deu espaço também a uma tendência da fisioterapia: a fotobiomodulação. Este procedimento não chega a ser novo, mas sua adoção e variedade de aplicação têm aumentado consideravelmente nos últimos anos.

A fotobiomodulação consiste da utilização de aparelhos de laser ou leds em tecidos para obter respostas biológicas favoráveis. Você pode desde estimular um tecido, acelerando um processo de cicatrização, a inibir uma reação, reduzindo determinada dor.

Quem falou sobre o assunto, em palestra realizada no espaço Tecfisio, que congrega seminários de tecnologias avançadas em fisioterapia, foi a fisioterapeuta Adriana Schapochnik. Ela enfatizou, por exemplo, que tanto o led quanto o laser provocam efeitos semelhantes, mas são recomendados para diferentes situações.

“Para áreas grandes de aplicação o led é mais recomendado, enquanto que o laser, por ter uma emissão pontual, é melhor para áreas menores”, disse nesta sexta (14). “Assim, você otimiza o tempo do tratamento sem sacrificar o resultado”.

Adriana, por fim, ainda pontuou que a fotobiomodulação pode ser utilizada para patologias diversas e tem interface com outras áreas, como fonoaudiologia, odontologia ou medicina.

 

Serviço:

16ª Reatech 2019
Data
: 13 a 16 de junho
Horários:
Dias 13 e 14, das 13h às 20h, 
Dias 15 e 16, das 10h às 19h
Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center
https://reatechbrasil.com.br/16/

 

Sobre a Cipa Fiera Milano

A Cipa Fiera Milano, filial brasileira da Fiera Milano, um dos maiores players de feiras e congressos do mundo que a cada ano atraem aproximadamente 30 mil expositores e mais de cinco milhões de visitantes, tornou-se sócio majoritário da Cipa do Brasil em 2011, dando origem à Cipa Fiera Milano. No Brasil, são realizadas nove feiras que representam os mais diversos segmentos da economia, como segurança, energias limpas e sustentáveis, tubos e conexões, cabos e fios, saúde no trabalho, tratamento de superfícies, esquadrias, tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade, entre outras. Entre as principais marcas do portfólio estão Exposec, Fisp, Fesqua, Ebrats, Ecoenergy e Reatech.

 

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